quarta-feira, 19 de junho de 2013

CONFLITOS ARMADOS

Os Conflitos Armados sempre existiram na história da humanidade.  Nem sempre é possível fazer uma classificação clara dos conflitos armados. Muitas das vezes uma guerra tem características múltiplas e pode envolver grupos étnicos, dois ou mais estados beligerantes ou forças de ocupação estrangeira e grupos guerrilheiros, que por sua vez podem usar métodos terroristas.
Podemos classificar Terrorismo  como a prática política de quem recorre sistematicamente a violência contra as pessoas ou as coisas provocando o terror.  Já a Guerrilha se caracteriza por um conflito que  opõe  formações irregulares de combate e forças armadas regulares de um Estado.


Nossa turma do 2º ano, técnico em informática do campus de Ivaiporã, trabalhou com uma forma diferente de linguagem para transmitir informações sobre estes assuntos, tendo como objetivo utilizar imagens e contextualizar com nosso tema abordado em sala de aula. Através dos cartazes iremos analisar os temas abordados pelo mesmo.
Cartaz "Terrorismo".
Cartaz "Conflitos Armados".

Com as informações do cartaz “Terrorismo” e o “Conflitos Armados”, é notável o destaque  do Conflito Armado dos EUA x Iraque e o Ataque de  11 de Setembro. Esses conflitos envolveram interesses políticos, econômicos e até religiosos, devido a soberania dos EUA, que é ainda mais perceptível quando se trata dos Conflitos entre árabes, judeus e a questão da Palestina.
Antigamente, os conflitos aconteciam diante de armamentos bélicos e guerras corporais, ou seja, diretamente, porém, já na atualidade isso não acontece, pois já envolve planejamento, acordos políticos como o sistema multilateral, etc.
O Conflito entre árabes, judeus e a questão da Palestina é um dos exemplos de causa religiosa e político-territoriais. Esses dois povos entraram em conflito pois os palestinos acreditavam que Jerusalém é a terra de Maomé, e os israelenses queriam construir um templo lá. A disputa também se deve a recursos naturais presentes na região, como: água, petróleo e outros. Outro fator contribuinte é a influência ocidental no conflito, apoiando Israel em sua superioridade, tornando os lados desiguais, pois os israelenses são dotados de fortes armamentos.




Cartaz "Acordo entre os EUA e a Colômbia".

Outro exemplo de disputa  política e territorial apresentado em cartaz, é o Acordo entre os EUA e a Colômbia, onde o país sul-americano abri mão de sua soberania e oferece o território como base de operações para aviões de combate, a fim de combater as Farc (Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia). As Farc lutam contra o Estado colombiano pelo controle de parte do território, defendendo o partido Comunista. No início eram considerados uma guerrilha, porém, se tornaram um grupo terrorista através de seus métodos violentos, que incluem sequestros civis, além do envolvimento do narcotráfico, que se tornou hoje sua principal fonte de renda.
Diante deste acordo, os demais países sul-americanos (inclusive o Brasil), se sentiram ameaçados, pois impõe mais uma vez a soberania dos EUA, desequilibrando os campos de poder nacional, tornando a região vulnerável.





Cartaz "Nacionalismo de Catalunha".


Nesse  contexto, é possível destacar o Nacionalismo de Catalunha, abordado em outro cartaz exposto, onde  os catalães tinham como objetivo deixar de ser somente uma região da Espanha e se tornarem uma nação, impondo questões econômicas, como os impostos e obter o reconhecimento da língua oficia da Catalunha. Foram feitas manifestações em uma forma de guerrilha na Espanha, mas esta sem o uso de armas, e sim, de protestos para que as reivindicações fossem aceitas pelo governo espanhol. Não houve um bom consenso entre as duas partes, e é perceptível um certo domínio Espanhol sobre os catalães, já que estes estão se sentindo maiores que a própria Espanha, mas esta não deixa a Catalunha finalmente ser uma nação.

Cartaz "Repatriação de Ciganos pelo Governo Francês".


Nesse mesmo contexto nacionalista e territorial, podemos abordar o cartaz “Repatriação de Ciganos pelo Governo Francês”, onde a França desmantelou centenas de acampamento ilegais de ciganos e expulsou mais de 8 mil cidadãos romenos e búlgaros, causando transtorno e polêmica.
Cartaz "Miséria é miséria em qualquer canto".








No cartaz “Miséria é miséria em qualquer canto” podemos notar que as principais causas dos conflitos armados são devidas à miséria. Os conflitos acontecem quando na tentativa de melhorar as condições de vida, provocam guerrilhas que prejudicam a si mesmos. Os conflitos estão por todo o mundo, porém a maioria deles está localizada no Oriente Médio e na África Subsariana.

Através de todos cartazes expostos pelos alunos, podemos perceber que um assunto complementa o outro em um mesmo contexto, gerando conflitos, muitas vezes por motivos políticos, econômicos, religiosos, territoriais, etc.

Relacionando Rússia, Jãpão, Haiti e Itália com o Brasil, segundo os dois primeiros ODM


Comparado a outros países, o Brasil vem apresentando dados interessantes quanto a sua situação a respeito das duas primeiras ODMs.Levando em consideração os seguintes países e seus dados, com relação a primeira ODM:
- O Haiti possui o IDH mais baixo da América Central e a maior taxa de densidade populacional do mundo;
- O Japão apresenta um IDH de 15,7%;
- A Rússia tem a renda dos mais pobres sendo superada 15 vezes pela renda dos mais ricos, sendo que 22% de sua população vive abaixo do nível de pobreza;
- A Itália tem cerca de 14,9 milhões de pessoas que vivem em famílias carentes.
O Brasil, um país que está se desenvolvendo cada vez mais, ainda precisa eliminar vários problemas, já que quando se trata de fome e pobreza, o país aparece com cerca e 8,9 milhões de pessoas vivendo com US$0,25 por dia. Porém, para minimizar isto, o governo criou programas como o Bolsa família, que contribui na vida de uma boa parcela da população.
Quanto a segunda ODM:
- O Haiti possui resultados preocupantes a respeito de sua educação, financiado pelo Banco mundial, o programa “Educação para Todos”, assegura os custos de centenas de crianças na escola, mesmo que a educação básica seja atingida lentamente há sinais de progresso;
- A Itália tem cerca de 23,9% de seus jovens sem estudar e nem trabalhar;
- O Japão apresenta dados plenamente satisfatórios, com 100% de aproveitamento no ensino fundamental, 94% no ensino médio e 40% no ensino superior. Estes resultados foram alcançados graças a disciplina do país quanto a educação, dentre outros fatores. Para melhorar ainda mais a educação básica, as diretrizes curriculares foram criadas, havendo então um aumento no número de horas de aula e a promoção de habilidades;
- A Rússia, país que possui também ótimos resultados, o nível analfabetismo é considerado um dos menores do mundo, apenas 0,6%. 99,4% da população sabe ler e escrever. O ensino superior no país recebe destaque, principalmente na área de ciência e tecnologia. E graças a essa qualidade de ensino e ao sistema educacional, estes permitiram que a Rússia não somente fosse o primeiro a explorar o espaço, mas também a confiança necessária para salvar a posição de liderança do mundo em todos os campos da ciência fundamental.
O Brasil apresenta 94,9% das crianças e jovens de 7 a 14 anos no ensino fundamental, ou seja, o objetivo de atingir o ensino básico foi praticamente alcançado.
Enfim, quando comparado a potências de grande poder econômico (Rússia e Japão), nota-se que o Brasil ainda precisa melhorar, precisa aplicar melhor o dinheiro, para que assim possa haver menor desigualdade e maior desenvolvimento. Mas em contrapartida, nota-se que o país, em relação a décadas anteriores e quando relacionado com o Haiti, por exemplo, apresenta resultados satisfatórios quanto as duas ODMs, podemos dizer que o Brasil apresenta um quadro de evolução próximo ao da Itália e, por mais que não esteja abrangendo a população de uma forma totalmente igual, o país em que vivemos está progredindo e é isso que a população deseja.

domingo, 16 de junho de 2013

Rússia


OBJETIVO 1: Erradicar a extrema pobreza e a fome



A Rússia ocupa o terceiro lugar no mundo pelo número de bilionários, e o 13º pelo número das maiores empresas.
Considerada integralmente as fortunas dos bilionários russos, estas alcançam quase a metade do valor das maiores empresas nacionais. Em comparação, nos Estados Unidos esta soma atinge apenas seis por cento.
A Rússia, como qualquer outra grande potência econômica, foi atingida pela crise global. Sua economia encolheu 9,5% no primeiro trimestre do ano de 2009. Milhões de dólares precisaram ser injetados no setor bancário.
Em 2009, cerca de 25 milhões de russos viviam abaixo do limiar da pobreza, ou seja, mais 30 por cento do que no ano anterior. Dados oficiais do governo indicam que a renda média dos mais ricos é 15 vezes superior à dos mais pobres no país. Em Moscou, a discrepância é ainda mais gritante: os mais pobres ganham, em média, 53 vezes menos, o que vem insuflando manifestações públicas e protestos populares contra a desigualdade social resultante da introdução do capitalismo na ex-União Soviética.
Segundo o Banco Mundial, 22% da população russa - estimada em 148,893 milhões de pessoas - vivem abaixo do nível da pobreza, definido pela renda mensal de 1.000 rublos, o correspondente a 29 euros ou 38 dólares.
Cálculos do Banco Mundial divulgados em julho de 2006 sugerem que um decréscimo médio de 10% da renda familiar implicaria numa elevação de 50% na taxa de miséria na Rússia.
Há mais bilionários na Rússia do que em qualquer outro ponto do mundo. Os ativos totais destes 36 russos mais ricos equivalem a cerca de 125 bilhões de dólares – quase 17% da produção nacional. Considerada integralmente as fortunas de todos eles, estas alcançam quase a metade do valor das maiores empresas nacionais. Em comparação, nos Estados Unidos esta soma atinge apenas 6%. O maior quinhão dos controles acionários das grandes empresas russas também se encontra nas mãos de uma diminuta porção social. De acordo com o Banco Mundial, em 2003, os 23 maiores grupos empresariais detinham 57% de toda produção industrial do país, proporcionalmente ao PIB do país (763,7 bilhões de dólares, em 2005).


Em Março de 2010, Rússia se uniu ao Brasil, Índia e China para combater a fome, eles assinaram um pacto para calcular a produção e criar reservas nacionais de grãos. As economias emergentes do BRIC produzem 40% do trigo mundial, metade da carne suína e um terço da carne de frango e bovina. A produção dos quatro países equivaleu a 22,4% de tudo que foi produzido no mundo em 2008. A Rússia, que em 2009 sediou o primeiro Fórum Mundial de Grãos, está se posicionando como grande fornecedora de grãos para o mercado mundial. Ela pretende dobrar suas exportações de grãos dentro de 15 anos e elevar sua colheita em 50%.





OBJETIVO 2: Atingir o ensino básico universal

A Rússia possui um dos níveis de analfabetismo mais baixos do mundo - apenas 0,6%. Ou, em termos de alfabetização, 99,4% da população sabe ler e escrever. Isto deve-se ao sistema educacional criado durante a era da URSS (era em que praticamente 100% da população sabia ler e escrever). Cerca de três milhões de estudantes estavam inscritos em cerca de 519 institutos superiores e em 48 universidades. Com grande ênfase à Ciência e à Tecnologia, quase todos os estudantes acabavam os cursos com diplomas de altas referências e qualidades.
A Rússia está em primeiro lugar no mundo em número de pessoas com formação superior. 54% dos russos entre os 25 e os 64 anos têm um diploma universitário, os dados foram publicados pela Organização Internacional para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
Hoje em dia, a Rússia possui 618 institutos superiores de educação pertencentes ao Estado - todos eles com referências do governo. No ano letivo de 2003/2004, 5 947 500 de estudantes estavam inscritos em institutos superiores. Ainda existem outros 619 institutos privados, dos quais metade têm também referência do governo russo.
Anualmente o Ministério da Educação e Ciência da Federação da Rússia e o Governo de Moscovo oferecem bolsas de estudo para as instituições de ensino superior estatal para crianças talentosas do estrangeiro.
As bolsas são repartidas entre os compatriotas e cidadãos do estrangeiro através de embaixadas russas e representações de Rossotrudnichestvo. O privilégio têm os vencedores das olimpiadas de língua russa e concursos de história e cultura da Rússia, que são feitas anualmente pelas agências no estrangeiro.
A possibilidade de ensino pelos programas educacionas russos o mais acessível é a educação a distância. O desenvolvimento notável obtiveram os metodos de ensino à distância de rede e de televisão. São criados livros electrónicos e multimedia, programas de ensino computorizados, metodos de utilização destes programas.
A Rússia é um membro do acordo de Bolonha na Europa sobre normas comuns da educação e, juntamente com os diplomas tradicionais da Rússia, Escolas de ensino superiores russas emitidas e pedidas dos diplomas europeus de bacharelado e mestrado.
Sistema e qualidade de educação da Rússia permitiram que o país não apenas o primeiro ir e explorar o espaço, mas também a confiança necessária para salvar a posição de liderança do mundo em todos os campos da ciência fundamental.

OBJETIVO 3: Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
O rígido papel social de gênero, que já foi regra no mundo inteiro e experimentou importantes transformações no Ocidente no último século, ainda faz parte do sentido comum das relações sociais na Rússia contemporânea. Para a maioria dos russos, estes papeis sociais é apenas uma tradição do país. E que devem ser respeitados e mantidos.
Isso não quer dizer, no entanto, que as russas dependam dos seus "provedores masculinos". O sufrágio feminino foi garantido na Rússia em 1917, após a Revolução Russa, bem antes da maioria dos países do mundo. A segregação de gênero foi abolida na Rússia em 1718 e em 1786 foram abertas no Brasil escolas para mulheres (no Brasil, por exemplo, isso só aconteceu em 1827).
“Os russos não são machistas. A questão é que não houve um processo de emancipação com luta por direitos. As russas foram obrigadas a trabalhar como os russos. É algo cultural e explicado pela história”, conta o estudante francês Jean Tibault. “Se formos analisar tudo a partir dos nossos olhos ocidentais, vamos ver machismo em cada situação aqui na Rússia”.
No entanto, na Rússia, por força de causas histórico-culturais, ao lado do estilo agressivo de direção, as mulheres praticam com êxito o papel de líder-mãe, o que está mais perto de sua essência natural – assinala a membro do conselho coordenador do Centro moscovita de Pesquisas de Gênero, Elena Mezentseva.
"Na Rússia estão presentes dois tipos de mulheres-dirigentes. Por um lado, as mulheres que reproduzem o tipo masculino de direção e que está próximo dos resultados que os pesquisadores alemães conseguiram. Por outro lado, temos mulheres que se consideram dirigentes no papel de donas de sua empresa, ou até mesmo no papel maternal em relação a seus colaboradores. Elas são mais cuidadosas, dão mais atenção ao componente social".
 Os especialistas têm dificuldade em dizer qual destes dois estilos de conduta de mulheres-líderes é o mais correto. Mas concordam em uma coisa – tanto na Rússia, como no Ocidente a mulher-dirigente atrai maior atenção para sua atividade e os seus erros são mais notados do que os erros de cálculo dos colegas homens.
A Rússia ficou na 132ª posição (de 146 países estudados) no Índice de Desigualdade de Gênero, que mede a disparidade de gênero no mundo. A participação da mulher na política russa (11,1%, em 2012) também foi considerada baixa, mas ainda assim é um pouco maior que no Brasil, onde apenas 9,6% dos postos políticos são ocupados por mulheres.


OBJETIVO 4: Reduzir a mortalidade infantil

Tinha, em 2006, 142 893 540 habitantes. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 9,95%o e 14,65%o. A esperança média de vida é de 67,08 anos. O valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,779 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género é de 0,774 (2001).
Nos últimos 30 anos a Rússia conseguiu reduzir a mortalidade infantil em três vezes. Nos últimos cinco anos, a taxa de mortalidade infantil caiu em 26,5 por cento, anunciou a Ministra da Saúde e Desenvolvimento Social Tatyana Golikova na abertura do Primeiro Fórum Internacional "Caminhos para a redução da mortalidade infantil: A experiência russa".
"Segundo a OMS, no mundo a cada ano morrem cerca de 8 milhões de crianças menores de 5 anos, dos quais quase 40 por cento contabilizados são lactentes e crianças no primeiro mês de vida," - a ministra identifica o problema. Ela observou que a Rússia poderia compartilhar uma vasta experiência de redução da mortalidade infantil.
Alguns programas  contribuíram para a resolução deste problema. Em particular, o programa "certidão de nascimento" melhorou a qualidade dos cuidados médicos para mulheres grávidas e recém-nascidos, assim como o interesse crescente das mulheres no tratamento pré-natal com um médico. Como resultado, hoje na Rússia até 98% das mulheres recorrem a clínicas pré-natais no início da gravidez.
Valentina Shirokova, em um congresso para pediatras da Rússia no ano de 2012, afirmou que a mortalidade infantil diminuiu 7,3 % e a tendência é diminuir ainda mais.


OBJETIVO 5: Melhorar a saúde materna

Mortalidade maternal na Rússia caiu em 55% desde 2005. De acordo com um relatório de 2012 da Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 800 mulheres no mundo inteiro morrem diariamente por causas evitáveis relacionadas à gravidez e ao parto. O gasto em saúde na Índia é quase 16 vezes menor que o do Brasil e cerca de 12 vezes mais baixo que o da Rússia. A Rússia se notabiliza por investimentos públicos mais elevados em saúde, resultando em baixas taxas de mortalidade infantil e materna. No entanto, sua esperança de vida é menor que a da China e Brasil, notadamente pela mortalidade adulta precoce por doenças crônicas, associada a elevados fatores de risco como o alcoolismo e o tabagismo.
O risco de uma mulher morrer durante o parto em um país em desenvolvimento é de um entre sete, quando nos países mais avançados é de um entre 30 mil, segundo a entidade. O problema, dizem as organizações, não é a falta de avanços médicos, mas de fundos, por isso reivindicavam ao G8 que mobilizasse o dinheiro suficiente (US$ 5 bilhões para saúde materna) para poder cumprir com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que estabelecem que até 2015 as mortes de crianças menores de cinco anos devem ser só um terço das que eram em 1990, e as das mães, um quarto.


OBJETIVO 6: Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças

A Federação Russa e a UNAIDS lançaram um novo Programa de Cooperação Regional de Assistência Técnica para o HIV e outras doenças infecciosas na Comunidade de Estados Independentes (CEI). O Programa de U$ 16 milhões, financiado pelo Governo da Rússia, foi lançado durante a Cúpula Civil G20 que teve lugar em Moscou, 11-13 de junho.
O programa, que será executado a partir de 2013-2015, será implementado pelo Serviço Federal de Proteção dos Direitos dos clientes e bem-estar humano de Vigilância Sanitária, UNAIDS, organizações regionais da sociedade civil e parceiros em quatro países parceiros-Armênia, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão.
Gennadiy Onishchenko, chefe de Rospoterbnadzor enfatizou que o programa "vai reforçar os sistemas de saúde, garantir uma melhor vigilância epidemiológica do HIV, e promover a escala dos programas de prevenção do HIV para as populações chave com maior risco de HIV, especialmente os migrantes".
Este novo programa vai apoiar os países parceiros para explorar novas fontes de financiamento para sustentar e ampliar suas respostas. Rumo a um modelo de financiamento sustentável será a chave para o sucesso futuro no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio até 2015.
Desde 2006, o governo russo já destinou mais de EUA $ 500 milhões para apoiar programas internacionais para reduzir a propagação de doenças infecciosas, incluindo HIV. Uma parte significativa do apoio da Rússia está focada em assistência técnica aos países da CEI, na forma de equipamentos e suprimentos de laboratório, sistemas de teste e treinamento. Experiência russa também é usado para fortalecer as capacidades nacionais para o controle de doenças infecciosas através da transferência de conhecimento e troca de conhecimentos. Doenças infecciosas, incluindo HIV, estarão na agenda do G8 como uma prioridade do Governo russo, uma vez que assume o seu papel de presidente do G8 em 2014.


OBJETIVO 7: Garantir a sustentabilidade ambiental

A Rússia tem muitos problemas nas questões ecológicas, tanto na emissão de gases estufa quanto no campo da poluição ambiental. O consumo de energia na Rússia ultrapassa cerca de duas vezes e meia o consumo médio de energia no mundo inteiro, e em três vezes e meia o consumo de energia nos países desenvolvidos.
Rússia ocupa a 69ª posição em ranking de sustentabilidade ambiental entre os países com melhor gestão no controle da poluição ambiental e nos recursos naturais, segundo um ranking publicado em 2010 no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
As maiores exportações da Rússia são seus recursos naturais – particularmente hidrocarbonetos. Em 2005, a Rússia era o 15º maior exportador mundial com pouco mais de 2% do comércio em mercadorias, quase a metade do total destinado à União Européia (OMC, 2005), mas se encontra entre os 10 principais exportadores de peixe. A Rússia também é o terceiro maior consumidor de energia do mundo. Em relação à intensidade de emissões de CO2 ao PIB, a Rússia é de longe o campeão entre os países BRICS.
Analisando o relatório que está sendo preparado pelo governo russo para a Conferência Sobre Meio Ambiente Rio+20, podemos reparar que a Rússia está indo na direção errada. Diante dos problemas mundiais sérios, como mudanças climáticas, a Rússia prioriza a questão de recebimento de capital ao invés de modernizar os processos industriais e de extração de hidrocarbonetos.


OBJETIVO 8: Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento

Entre os 8 Objetivos do Milênio, não se pode apontar um como o mais importante. Mas, sem dúvida, se o oitavo objetivo for alcançado, o cumprimento de todos os outros será facilitado. Ele diz respeito à necessidade de todo o mundo juntar esforços para reduzir internacionalmente as desigualdades e de fazer do planeta um ambiente mais favorável ao desenvolvimento de todos — países pobres e ricos —, especialmente nas áreas de comércio e finanças internacionais.
Os líderes das oito potências mais industrializadas (G8)  advertiram que a recuperação da economia é ainda "frágil", com as consequências da crise comprometendo o plano social - a realização e desenvolvimento das Metas do Milênio, estabelecidas pelas Nações Unidas.

De acordo com o texto obtido com antecedência pela AFP, a lentidão da economia comprometeu esforços em prol dos objetivos sociais estabelecidos pelas Nações Unidas, pelo que "tanto os países mais ricos quanto os em desenvolvimento devem fazer mais". O comunicado final não mencionou a possibilidade de criação de uma taxa sobre os bancos, uma possibilidade debatida depois dos enormes gastos com dinheiro público durante a crise financeira vivida pelos países ricos.


REFERÊNCIAS:

Haiti

Apesar de não existirem números exatos sobre o impacto do terremoto de 12 de Janeiro de 2010 na execução dos ODM, é evidente que esta tragédia agravou a situação do Haiti em relação às metas traçadas. O terremoto matou mais de 200 mil pessoas, deixou mais de 2 milhões de deslocados e destruiu 40% das casas do país. Dois anos depois do terremoto, há relatórios que revelam números preocupantes: 600 mil pessoas ainda vivem em acampamentos, sob lonas, e apenas um quarto dos entulhos provocados pelo terremoto foi removido. 
O primeiro ODM está longe de ser alcançado neste país que, antes do terremoto de 2010, tinha cerca de 80% da população a viver abaixo do limite da pobreza e mais de 50% em situação de pobreza extrema. Com uma das maiores taxas de densidade populacional do mundo, Haiti tem o Índice de Desenvolvimento Humano mais baixo da América Central.



Antes do terremoto de 2010, a taxa de alfabetização, em adultos, situava-se nos 56%. A comunidade internacional tem sido, desde então, uma presença ainda mais forte na luta pela reconstrução das escolas do Haiti. 85% das escolas no país são privadas e boa parte delas ficaram destruídas pelo terramoto. 
Apesar de estar muito longe de atingir o objetivo de educação básica para todos os meninos e meninas, em idade escolar, há alguns sinais de progresso, ainda que lento. O projeto “Educação para Todos”, financiado pelo Banco Mundial assegura os custos de centenas de crianças na escola, incluindo a refeição do almoço. Desde o terremoto, em 2010, este programa beneficiou 405.000 crianças, que puderam frequentar as aulas gratuitamente.


Nas eleições de 2011, apenas 5% dos deputados eleitos foram do sexo feminino.
O fenómeno da violência sexual no Haiti agravou depois do terramoto de 2010. De acordo com o relatório da Amnesty International, de 2011, as mulheres e meninas que vivem em acampamentos improvisados no Haiti correm um risco cada vez maior de sofrerem estupros e violência sexual. Os dados deste relatório apontam para a ocorrência de mais de 250 casos de estupro, em vários acampamentos, nos primeiros 150 dias após o terremoto de Janeiro de 2010. Este é um forte entrave à segurança e autonomía da mulher haitiana.


De acordo com dados do PNUD, em 2007, a taxa de mortalidade infantil no Haiti era de 84 óbitos por cada 1.000 nascimentos. Cerca de 300 mil crianças sofre de má nutrição crónica, esta é uma das principais causas de morte no país. 10% das crianças morre antes de completar cinco anos de vida. Apenas 58% dos recém-nascidos foram imunizados contra o sarampo.
A UNICEF estima que, antes do terramoto de 2010, existiam 250 mil crianças escravas. Depois da catástrofe, apesar de todo auxílio internacional, mais de 800 mil crianças vivem em campos de emergência, sob ameaça de violência. 




A taxa de mortalidade materna, antes do terramoto de 2010, era de 630 mortes por cada 100.000 nados vivos. Em 2005, apenas 26% dos partos foram assistidos por profissionais de saúde qualificados. A taxa de utilização de meios contraceptivos é inferior a 25%. 


Não existem dados exactos sobre o número de seropositivos no Haiti. Com mais de 9 milhões de habitantes, calcula-se que 2,2% da população esteja infectada. Antes do terramoto de 2010, o Fundo Mundial da América Latina financiava a entrega de anti-retrovirais a 12 mil pessoas das 30 mil que obtinham remédios contra o VIH/sida no país. A luta e prevenção desta doença continua a ser uma prioridade dos organismos internacionais, no país.
A taxa de prevalência da malária está perto dos 5%. Em Fevereiro de 2010, a cólera matava cerca de 40 pessoas por dia, segundo dados de ONG (organizações não-governamentais) presentes no Haiti. 



Mais de metade da população do Haiti não tem acesso a água potável. 
A cobertura florestal é inferior a 2%.



Não há dados disponíveis sobre o ponto de situação deste ODM, no Haiti. No entanto, a dependência do país em relação à ajuda internacional é significativa.







































 REFERÊNCIAS:
https://www.google.com.br/search?hl=en&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1360&bih=640&q=haiti&oq=haiti&gs_l=img.3..0l10.8789.9531.0.10335.5.5.0.0.0.0.408.1167.1j2j0j1j1.5.0...0.0.0..1ac.1.17.img.SgzR_yzmjs8#facrc=_&imgrc=nVkO1VtS7DMl7M%3A%3Bxlx-92KwhmxddM%3Bhttp%253A%252F%252Fcdn.lightgalleries.net%252F4bd5ec0255078%252Fimages%252FAWright_Haiti_06616-2.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Falisonwright.com%252Fcontents%252FDocumentary%252520Galleries%252FHaiti%252520Earthquake%252Fimage-AWright_Haiti_06616%252F%3B1277%3B850

Itália

Pobreza na Itália duplicou nos últimos dois anos.


A crise na Itália se agrava. Milhões de pessoas não conseguem mais pagar a calefação dos seus lares, e o número de pessoas consideradas gravemente carentes dobraram nos últimos dois anos, num reflexo da recessão e do desemprego que assolam o país, segundo relatório anual do Instituto Nacional de Estatística (Istat).
A Itália é o país europeu onde uma maior parcela dos jovens nem estuda nem trabalha (23,9%), segundo o relatório. No sul, região mais pobre do país, um em cada três italianos de 15 a 29 anos se enquadra nesse grupo. O número de pessoas vivendo em famílias consideradas seriamente carentes dobrou nos últimos dois anos, chegando a 8,6 milhões, ou 14% da população, segundo o Istat.
Famílias que cumprem mais de quatro entre nove indicadores de pobreza são consideradas seriamente carentes. Isso inclui não poder pagar adequadamente a calefação, o que atingiu um quinto das pessoas em 2012, o dobro do que era em 2010, segundo o relatório. O percentual de italianos em famílias incapazes de consumirem uma refeição rica em proteínas (como carne) a cada dois dias subiu de 6,7% em 2010 para 16,6%.
Cerca de 14,9 milhões de pessoas, ou um quarto dos 61 milhões de italianos, vivem em famílias que preenchem três dos critérios de pobreza do Istat. Apenas 57,6% dos jovens formados nos últimos três anos estão empregados, o que é abaixo da média europeia, de 77,2% segundo os dados.
O poder de compra dos italianos caiu 4,8% no ano passado, um declínio “excepcionalmente forte”, causado por agressivos aumentos de impostos destinados a fortalecerem as finanças públicas, e após quatro anos de reduções menores, segundo o Istat. O índice de poupança dos italianos, tradicionalmente alto, vem caindo constantemente, e já está abaixo da França e Alemanha. Também nesse quesito, a situação é mais preocupante no sul, segundo o relatório.

O Ensino na Itália


Uma das atividades mais interessantes para um estrangeiro desenvolver em um novo país é estudar, e isso serve para todas as faixas etárias. No caso das crianças e adolescentes, a estrutura de ensino italiana absorve bem a integração de alunos provenientes de outros países, apesar de que, com o aumento do fluxo migratório nos últimos anos, têm surgido algumas reações restritivas por parte de políticos conservadores que estão atualmente no governo, tais como limitar o percentual de estrangeiros por sala de aula e fazer classes separadas para alunos com pouco conhecimento da língua italiana. Em geral, os professores apostam na integração como ferramenta de trabalho, e pude conferir isso em relação ao tratamento dado à minha filha e aos filhos de outros brasileiros que conheço. A lei italiana, que teve mudanças em 2000, garante a todos o direito ao estudo obrigatório gratuito e de qualidade, que vai do início do primário  até o segundo ano do ensino médio superior que é obrigatório até o segundo ano, mas que em geral tem cinco anos
 De 0 a 2 anos se pode contar com as creches. Dos 3 aos 5 anos, as crianças frequentam as escolinhas infantis que têm um trabalho excelente de pré-alfabetização. Essas estruturas podem ser privadas ou subvencionadas pelo governo, com pagamento regulado de acordo com a renda dos pais, onde está incluída a taxa para o almoço, pois as crianças são atendidas em período integral.

Dos 6 aos 11 anos o aluno passa pela primeira fase do ensino obrigatório, a escola primária , que é classificada como uma das melhores da Europa e é gratuita. Aos 11 anos o aluno inicia o ensino médio inferior que dura três anos e que no final exige do adolescente uma escolha importante que influirá no seu futuro profissional: a escolha da área a seguir na próxima fase, pois o ensino médio superior oferece cinco opções diferentes. Cada opção enfatiza uma área diversa que vai das humanidades ao ensino técnico-tecnológico e artístico, e se deve considerar que nem todos os cursos são preparatórios para o temível "esame di maturità" que  acesso aos cursos universitários. Para fazer este exame, é necessário ter cursado os cinco anos do ensino médio superior.

As universidades são, na maioria, estatais e algumas são a "numero chiuso", ou seja, fazem um exame tipo vestibular. Para aquelas onde as inscrições não superam o número de vagas, basta apresentarem a nota do exame final do ensino médio superior. São previstas taxas anuais que variam de acordo com o curso, podendo ser isentados os alunos que têm bolsas de estudo por bom desempenho. Algumas estruturas oferecem alojamento estudantil e refeitório. Os cursos são divididos em blocos de 3 e 2 anos, sendo estes últimos voltados para a especialização. Para alunos estrangeiros que desejam ingressar nas universidades são previstos testes de avaliação da língua italiana.

"A igualdade difícil: mulheres no mercado de trabalho em Itália e a questão não resolvida da conciliação"


Numa sociedade em que as qualificações dos sujeitos tendem a assumir uma preponderância cada vez mais decisiva na definição dos seus percursos profissionais, a investigadora centra a sua análise num conjunto de dados recolhidos em Itália que demonstram a existência de desigualdades de género no acesso ao trabalho associadas à assunção de responsabilidades domésticas e maternais. Em 2002, as mulheres italianas com idades compreendidas entre 30 e os 39 anos apresentavam taxas de atividades semelhantes aos homens (89,7%), mas esse valor diminui 11 pontos percentuais no caso das casadas e sem filhos e 23 pontos na categoria das mulheres casadas e com filhos. É também estas que apresentam maiores taxas de desemprego (face aos homens e às mulheres sem filhos), o que indicia a dificuldade de compatibilização do exercício da maternidade e das responsabilidades familiares com a vida profissional. Esta ideia é secundada por dados que confirmam o impacto da maternidade na relação da população feminina activa com o mundo do trabalho: em 2003, 20% das mulheres que estavam empregadas antes do nascimento de um filho deixaram de o estar depois, 10% mudaram de emprego e 7% passaram a trabalhar a tempo parcial. A vida familiar não é apenas relevante no acesso ao trabalho ou na alteração das condições laborais. Ela implica o avolumar dos tempos de trabalho feminino, se ao trabalho remunerado for adicionado o não remunerado. Segundo um estudo realizado em 2000 pelo Banco de Itália, embora no âmbito das actividades remuneradas os homens trabalhem em média mais do que as mulheres (43,1 contra 35,5 horas semanais), juntando o tempo dispendido nas actividades remuneradas e não remuneradas, as mulheres despendem mais tempo a trabalhar do que os homens (64,8 contra 53,6 horas). Na verdade, o trabalho familiar feminino encurta os tempos de repouso à disposição das mulheres, o tempo que têm para o trabalho remunerado, o tipo de trabalhos que podem aceitar (compatibilização do trabalho doméstico com os horários laborais ou com as distâncias a percorrer até ao trabalho), aspectos que influenciam a forma como são olhadas pelas entidades empregadoras.


 Itália: Índice de Mortalidade Infantil


População: 60,74 milhões de habitantes (2011)
Grupos étnicos: italianos 97,7%, outros 2,3% (censo de 1996).
Línguas: italiano (oficial), dialetos italianos, alemão, rético, francês, grego, albanês, sardo.
Religiões: cristianismo 83,2% (católicos), sem filiação e outras 16,8%.
Estrutura etária: 
0 a 14 anos: 13,8% 
15 a 64 anos: 65,9% 
65 anos ou mais: 20,3%  (estimativa 2011)
Idade média da população: total: 43,5 anos / homens: 42,4 anos / mulheres: 44,7 anos (estimativa 2011)
Taxa de crescimento populacional: 0,42% por ano (estimativa 2011)
Taxa de natalidade: 9,18 nascimentos por 1000 habitantes (estimativa 2011)
Taxa de mortalidade: 9,84 mortes por 1000 habitantes (estimativa 2011)
Taxa de mortalidade infantil: 3,38 mortes por 1000 nascidos vivos (estimativa 2011)
Taxa de migração: 4,86 por 1000 habitantes (estimativa 2011)
Urbanização: 68% da população total (ano de 2010)
Expectativa de vida: 81,77 anos (estimativa 2011)
Taxa de fecundidade: 1,39 filhos por mulher (estimativa 2011)
Índice de Alfabetização: 98,4% da população (Censo 2011)


Melhoria da Saúde das Mulheres


"Embora os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 5 abranjam a redução da mortalidade materna e a melhoria da saúde sexual e reprodutiva, cada ODM tem um impacto sobre a saúde da mulher: erradicação da pobreza, igualdade de gênero, redução da mortalidade infantil, HIV/AIDS, tuberculose e malária", comentou o Professor Sir Sabaratnam Arulkumaran, presidente eleito da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), apresentando o Relatório Mundial sobre a Saúde da Mulher no Congresso Mundial de Ginecologia e Obstetrícia da FIGO2012, em Roma, Itália. O Relatório é uma visão geral das principais áreas dentro da saúde global materna e reprodutiva da mulher. "O objetivo do relatório de 2012, "Melhoria da Saúde das Mulheres", é se concentrar sobre essas questões mais amplas, ampliando o foco para os profissionais além das tradicionais funções básicas de obstetrícia As atividades médicas que precisam ser implementadas para prevenir a mortalidade e morbidade maternas são conhecidas, mas o progresso global não pode ser alcançado a menos que políticas eficazes sejam introduzidas por governos que permitam que as mulheres tenham acesso a esses cuidados," o professor Arulkumaran explicou. “O Relatório Mundial FIGO 2012 sobre o tema da melhoria da saúde das mulheres fornece informações suficiente para permitir que todos possam tomar medidas em nível individual, institucional e profissional”. Uma única organização ou governo não pode realizar essas tarefas. Além da cooperação global de organizações parceiras, cada um de nós deve assumir alguma responsabilidade para melhorar a saúde das mulheres.

 

 AIDS na Itália


Embora o tema Aids venha perdendo força nos últimos anos, o número de pessoas contagiadas pela doença na Itália continua aumentando, particularmente entre os imigrantes. Segundo dados divulgados no Dia Mundial da Luta Contra a Aids (1 de dezembro) pelo Centro Operativo AIDS (COA), do Instituto Superior de Sanidade, em 2011 quase uma pessoa a cada três diagnosticadas com HIV positivo (31, 5%) era de nacionalidade estrangeira.
A incidência é de 3,9 novos casos de HIV para 100 mil italianos residentes e 21,0 novos casos de HIV para 100 mil estrangeiros residentes. De acordo com o COA,  entre os italianos a incidência é mais elevada no Norte, enquanto entre os estrangeiros a predominância maior é verificada na região Sul. A distribuição por área geográfica de proveniência mostra que 48,6% dos estrangeiros com um novo diagnóstico de HIV são provenientes da África ( 65,6% da África ocidental, 21,7% da America meridional, 16,2% dos países da Europa Central e Oriental, 4,6% da Ásia). 
O homens respondem por 55,3% dos casos e o grupo etário mais representativo abrange pessoas entre os 30 e 34 anos, seja para os homens que para as mulheres. Desde 1982, ano da primeira diagnose de Aids na Itália, a 30 de junho de 2003, foram registrados 51.968 casos. Destes, 40.411 (77,8%) são de sexo masculino, 725 (1,4%) são casos pediátricos (idade inferior a treze anos), e 3.056 (5,9%), estrangeiros. A idade média da diagnose é de 34 anos para os homens e 32 para mulheres. Até 30 de junho de 2003, morreram 33.564 pessoas, equivalentes a 64,6% do total dos casos registradoos.

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL  ITÁLIA



Gestão social, política e ambiental no desenvolvimento sustentável; uso sustentável dos recursos naturais, especialmente o solo, a água e as florestas; planificação de um ambiente humano e social seguro e de qualidade, em especial para segmentos economicamente críticos e excluídos; promoção do desenvolvimento econômico local sustentável e da economia solidária; proteção, restauração e integração de uma base de biodiversidade ecológica intata, da qual dependem a vida e a atividade a longo prazo.
Baixo custo, área de habitação personalizável e baixo impacto ambiental. Essas são as três diretrizes do projeto Casa 100k ?, o condomínio residencial que lança o conceito sustentável de habitação com a pretensão de atender três importantes questões: ambiental, financeira e social.
A proposta é do arquiteto Mario Cucinella, que desenvolveu o projeto para pesquisa em parceria com a multinacional italiana de cimentos Italcementi e com a Politecnica, uma consultoria de estruturas e sistemas. As 50 casas do complexo residencial, cada uma com 100 m², devem ser capazes de produzir toda energia consumida pela união de estratégias ativas e passivas sem nenhuma emissão de CO². Para isso, integram sistema fotovoltaico, bomba geotérmica, turbinas eólicas, reaproveitamento das águas pluviais e estratégias passivas do próprio projeto - o que transforma o complexo em uma máquina bioclimática.
A cobertura de cada casa terá 35 m² de placas solares, com capacidade de produção de energia elétrica de 42,4 kWh/m² por ano, que abrange todas as necessidades energéticas das edificações, mais a alimentação da bomba de calor geotérmica. As varandas possuem um telhado verde que contribui para estabilizar o microclima externo junto com as estufas de plantas, incentivando o arrefecimento passivo.


DF e Itália firmam parceria para desenvolvimento de projeto sustentável




O governador do Distrito Federal em exercício, Tadeu Filippelli, assinou  um acordo de cooperação técnica com o governo da Itália para ampliar o uso de energia elétrica limpa e melhorar as condições gerais de água e saneamento. O ato fez parte do seminário Economia Verde e Rio +20, organizado pela Embaixada da Itália no Brasil.A assinatura marcou o início da segunda etapa do projeto Embaixada Verde, desenvolvido pela representação diplomática italiana desde o ano passado. Nesta fase, a parceria com a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) vai viabilizar melhorias na estação de tratamento de esgoto de São Sebastião e também o controle da qualidade da água que sai da Embaixada da Itália após passar por filtros no próprio local.Na primeira etapa, iniciada em 2011, um convênio entre a Companhia Energética de Brasília (CEB), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Itália já havia possibilitado a instalação de células fotovoltaicas (que captam energia solar e transformam em elétrica) no telhado da embaixada.
Para Filippelli, a ampliação do projeto já pode ser considerada um resultado prático da parceria. Além disso, o governador explica que o uso de painéis de energia solar já é uma realidade para o Governo do Distrito Federal. “Temos, por exemplo, o Estádio Nacional Mané Garrincha. O projeto já foi contratado prevendo a instalação dessas células de energia, dentro de um pensamento voltado para a sustentabilidade ambiental”, destacou.
Tanto para o representante da CEB quanto para o da Caesb a parceria tem importante papel para a sustentabilidade no DF. “O objetivo central desta cooperação é o desenvolvimento de forma sustentável, a partir do tratamento dos dejetos, que será feito de forma correta”, afirmou o presidente da Caesb, Célio Biavati.
O diretor da CEB Geração, Manoel Clementino de Barros Neto, ressaltou três pontos-chaves do acordo: “A inovação, a sustentabilidade e a parceria entre a distribuidora de energia e seus clientes”.
Ainda sobre a captação de energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) irá finalizar neste ano o processo de regulamentação das células fotovoltaicas, o que permitirá que esse tipo de equipamento seja instalado em prédios residenciais em todo o país. 
No acordo, o GDF é representado pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e pela Companhia Energética de Brasília (CEB). A Universidade de Brasília (UnB) também participa da cooperação.


REFERÊNCIAS

 http://Observatorio-das-desigualdades.cies.br

REFERÊNCIAS DE IMAGENS: