domingo, 16 de junho de 2013

Itália

Pobreza na Itália duplicou nos últimos dois anos.


A crise na Itália se agrava. Milhões de pessoas não conseguem mais pagar a calefação dos seus lares, e o número de pessoas consideradas gravemente carentes dobraram nos últimos dois anos, num reflexo da recessão e do desemprego que assolam o país, segundo relatório anual do Instituto Nacional de Estatística (Istat).
A Itália é o país europeu onde uma maior parcela dos jovens nem estuda nem trabalha (23,9%), segundo o relatório. No sul, região mais pobre do país, um em cada três italianos de 15 a 29 anos se enquadra nesse grupo. O número de pessoas vivendo em famílias consideradas seriamente carentes dobrou nos últimos dois anos, chegando a 8,6 milhões, ou 14% da população, segundo o Istat.
Famílias que cumprem mais de quatro entre nove indicadores de pobreza são consideradas seriamente carentes. Isso inclui não poder pagar adequadamente a calefação, o que atingiu um quinto das pessoas em 2012, o dobro do que era em 2010, segundo o relatório. O percentual de italianos em famílias incapazes de consumirem uma refeição rica em proteínas (como carne) a cada dois dias subiu de 6,7% em 2010 para 16,6%.
Cerca de 14,9 milhões de pessoas, ou um quarto dos 61 milhões de italianos, vivem em famílias que preenchem três dos critérios de pobreza do Istat. Apenas 57,6% dos jovens formados nos últimos três anos estão empregados, o que é abaixo da média europeia, de 77,2% segundo os dados.
O poder de compra dos italianos caiu 4,8% no ano passado, um declínio “excepcionalmente forte”, causado por agressivos aumentos de impostos destinados a fortalecerem as finanças públicas, e após quatro anos de reduções menores, segundo o Istat. O índice de poupança dos italianos, tradicionalmente alto, vem caindo constantemente, e já está abaixo da França e Alemanha. Também nesse quesito, a situação é mais preocupante no sul, segundo o relatório.

O Ensino na Itália


Uma das atividades mais interessantes para um estrangeiro desenvolver em um novo país é estudar, e isso serve para todas as faixas etárias. No caso das crianças e adolescentes, a estrutura de ensino italiana absorve bem a integração de alunos provenientes de outros países, apesar de que, com o aumento do fluxo migratório nos últimos anos, têm surgido algumas reações restritivas por parte de políticos conservadores que estão atualmente no governo, tais como limitar o percentual de estrangeiros por sala de aula e fazer classes separadas para alunos com pouco conhecimento da língua italiana. Em geral, os professores apostam na integração como ferramenta de trabalho, e pude conferir isso em relação ao tratamento dado à minha filha e aos filhos de outros brasileiros que conheço. A lei italiana, que teve mudanças em 2000, garante a todos o direito ao estudo obrigatório gratuito e de qualidade, que vai do início do primário  até o segundo ano do ensino médio superior que é obrigatório até o segundo ano, mas que em geral tem cinco anos
 De 0 a 2 anos se pode contar com as creches. Dos 3 aos 5 anos, as crianças frequentam as escolinhas infantis que têm um trabalho excelente de pré-alfabetização. Essas estruturas podem ser privadas ou subvencionadas pelo governo, com pagamento regulado de acordo com a renda dos pais, onde está incluída a taxa para o almoço, pois as crianças são atendidas em período integral.

Dos 6 aos 11 anos o aluno passa pela primeira fase do ensino obrigatório, a escola primária , que é classificada como uma das melhores da Europa e é gratuita. Aos 11 anos o aluno inicia o ensino médio inferior que dura três anos e que no final exige do adolescente uma escolha importante que influirá no seu futuro profissional: a escolha da área a seguir na próxima fase, pois o ensino médio superior oferece cinco opções diferentes. Cada opção enfatiza uma área diversa que vai das humanidades ao ensino técnico-tecnológico e artístico, e se deve considerar que nem todos os cursos são preparatórios para o temível "esame di maturità" que  acesso aos cursos universitários. Para fazer este exame, é necessário ter cursado os cinco anos do ensino médio superior.

As universidades são, na maioria, estatais e algumas são a "numero chiuso", ou seja, fazem um exame tipo vestibular. Para aquelas onde as inscrições não superam o número de vagas, basta apresentarem a nota do exame final do ensino médio superior. São previstas taxas anuais que variam de acordo com o curso, podendo ser isentados os alunos que têm bolsas de estudo por bom desempenho. Algumas estruturas oferecem alojamento estudantil e refeitório. Os cursos são divididos em blocos de 3 e 2 anos, sendo estes últimos voltados para a especialização. Para alunos estrangeiros que desejam ingressar nas universidades são previstos testes de avaliação da língua italiana.

"A igualdade difícil: mulheres no mercado de trabalho em Itália e a questão não resolvida da conciliação"


Numa sociedade em que as qualificações dos sujeitos tendem a assumir uma preponderância cada vez mais decisiva na definição dos seus percursos profissionais, a investigadora centra a sua análise num conjunto de dados recolhidos em Itália que demonstram a existência de desigualdades de género no acesso ao trabalho associadas à assunção de responsabilidades domésticas e maternais. Em 2002, as mulheres italianas com idades compreendidas entre 30 e os 39 anos apresentavam taxas de atividades semelhantes aos homens (89,7%), mas esse valor diminui 11 pontos percentuais no caso das casadas e sem filhos e 23 pontos na categoria das mulheres casadas e com filhos. É também estas que apresentam maiores taxas de desemprego (face aos homens e às mulheres sem filhos), o que indicia a dificuldade de compatibilização do exercício da maternidade e das responsabilidades familiares com a vida profissional. Esta ideia é secundada por dados que confirmam o impacto da maternidade na relação da população feminina activa com o mundo do trabalho: em 2003, 20% das mulheres que estavam empregadas antes do nascimento de um filho deixaram de o estar depois, 10% mudaram de emprego e 7% passaram a trabalhar a tempo parcial. A vida familiar não é apenas relevante no acesso ao trabalho ou na alteração das condições laborais. Ela implica o avolumar dos tempos de trabalho feminino, se ao trabalho remunerado for adicionado o não remunerado. Segundo um estudo realizado em 2000 pelo Banco de Itália, embora no âmbito das actividades remuneradas os homens trabalhem em média mais do que as mulheres (43,1 contra 35,5 horas semanais), juntando o tempo dispendido nas actividades remuneradas e não remuneradas, as mulheres despendem mais tempo a trabalhar do que os homens (64,8 contra 53,6 horas). Na verdade, o trabalho familiar feminino encurta os tempos de repouso à disposição das mulheres, o tempo que têm para o trabalho remunerado, o tipo de trabalhos que podem aceitar (compatibilização do trabalho doméstico com os horários laborais ou com as distâncias a percorrer até ao trabalho), aspectos que influenciam a forma como são olhadas pelas entidades empregadoras.


 Itália: Índice de Mortalidade Infantil


População: 60,74 milhões de habitantes (2011)
Grupos étnicos: italianos 97,7%, outros 2,3% (censo de 1996).
Línguas: italiano (oficial), dialetos italianos, alemão, rético, francês, grego, albanês, sardo.
Religiões: cristianismo 83,2% (católicos), sem filiação e outras 16,8%.
Estrutura etária: 
0 a 14 anos: 13,8% 
15 a 64 anos: 65,9% 
65 anos ou mais: 20,3%  (estimativa 2011)
Idade média da população: total: 43,5 anos / homens: 42,4 anos / mulheres: 44,7 anos (estimativa 2011)
Taxa de crescimento populacional: 0,42% por ano (estimativa 2011)
Taxa de natalidade: 9,18 nascimentos por 1000 habitantes (estimativa 2011)
Taxa de mortalidade: 9,84 mortes por 1000 habitantes (estimativa 2011)
Taxa de mortalidade infantil: 3,38 mortes por 1000 nascidos vivos (estimativa 2011)
Taxa de migração: 4,86 por 1000 habitantes (estimativa 2011)
Urbanização: 68% da população total (ano de 2010)
Expectativa de vida: 81,77 anos (estimativa 2011)
Taxa de fecundidade: 1,39 filhos por mulher (estimativa 2011)
Índice de Alfabetização: 98,4% da população (Censo 2011)


Melhoria da Saúde das Mulheres


"Embora os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 5 abranjam a redução da mortalidade materna e a melhoria da saúde sexual e reprodutiva, cada ODM tem um impacto sobre a saúde da mulher: erradicação da pobreza, igualdade de gênero, redução da mortalidade infantil, HIV/AIDS, tuberculose e malária", comentou o Professor Sir Sabaratnam Arulkumaran, presidente eleito da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), apresentando o Relatório Mundial sobre a Saúde da Mulher no Congresso Mundial de Ginecologia e Obstetrícia da FIGO2012, em Roma, Itália. O Relatório é uma visão geral das principais áreas dentro da saúde global materna e reprodutiva da mulher. "O objetivo do relatório de 2012, "Melhoria da Saúde das Mulheres", é se concentrar sobre essas questões mais amplas, ampliando o foco para os profissionais além das tradicionais funções básicas de obstetrícia As atividades médicas que precisam ser implementadas para prevenir a mortalidade e morbidade maternas são conhecidas, mas o progresso global não pode ser alcançado a menos que políticas eficazes sejam introduzidas por governos que permitam que as mulheres tenham acesso a esses cuidados," o professor Arulkumaran explicou. “O Relatório Mundial FIGO 2012 sobre o tema da melhoria da saúde das mulheres fornece informações suficiente para permitir que todos possam tomar medidas em nível individual, institucional e profissional”. Uma única organização ou governo não pode realizar essas tarefas. Além da cooperação global de organizações parceiras, cada um de nós deve assumir alguma responsabilidade para melhorar a saúde das mulheres.

 

 AIDS na Itália


Embora o tema Aids venha perdendo força nos últimos anos, o número de pessoas contagiadas pela doença na Itália continua aumentando, particularmente entre os imigrantes. Segundo dados divulgados no Dia Mundial da Luta Contra a Aids (1 de dezembro) pelo Centro Operativo AIDS (COA), do Instituto Superior de Sanidade, em 2011 quase uma pessoa a cada três diagnosticadas com HIV positivo (31, 5%) era de nacionalidade estrangeira.
A incidência é de 3,9 novos casos de HIV para 100 mil italianos residentes e 21,0 novos casos de HIV para 100 mil estrangeiros residentes. De acordo com o COA,  entre os italianos a incidência é mais elevada no Norte, enquanto entre os estrangeiros a predominância maior é verificada na região Sul. A distribuição por área geográfica de proveniência mostra que 48,6% dos estrangeiros com um novo diagnóstico de HIV são provenientes da África ( 65,6% da África ocidental, 21,7% da America meridional, 16,2% dos países da Europa Central e Oriental, 4,6% da Ásia). 
O homens respondem por 55,3% dos casos e o grupo etário mais representativo abrange pessoas entre os 30 e 34 anos, seja para os homens que para as mulheres. Desde 1982, ano da primeira diagnose de Aids na Itália, a 30 de junho de 2003, foram registrados 51.968 casos. Destes, 40.411 (77,8%) são de sexo masculino, 725 (1,4%) são casos pediátricos (idade inferior a treze anos), e 3.056 (5,9%), estrangeiros. A idade média da diagnose é de 34 anos para os homens e 32 para mulheres. Até 30 de junho de 2003, morreram 33.564 pessoas, equivalentes a 64,6% do total dos casos registradoos.

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL  ITÁLIA



Gestão social, política e ambiental no desenvolvimento sustentável; uso sustentável dos recursos naturais, especialmente o solo, a água e as florestas; planificação de um ambiente humano e social seguro e de qualidade, em especial para segmentos economicamente críticos e excluídos; promoção do desenvolvimento econômico local sustentável e da economia solidária; proteção, restauração e integração de uma base de biodiversidade ecológica intata, da qual dependem a vida e a atividade a longo prazo.
Baixo custo, área de habitação personalizável e baixo impacto ambiental. Essas são as três diretrizes do projeto Casa 100k ?, o condomínio residencial que lança o conceito sustentável de habitação com a pretensão de atender três importantes questões: ambiental, financeira e social.
A proposta é do arquiteto Mario Cucinella, que desenvolveu o projeto para pesquisa em parceria com a multinacional italiana de cimentos Italcementi e com a Politecnica, uma consultoria de estruturas e sistemas. As 50 casas do complexo residencial, cada uma com 100 m², devem ser capazes de produzir toda energia consumida pela união de estratégias ativas e passivas sem nenhuma emissão de CO². Para isso, integram sistema fotovoltaico, bomba geotérmica, turbinas eólicas, reaproveitamento das águas pluviais e estratégias passivas do próprio projeto - o que transforma o complexo em uma máquina bioclimática.
A cobertura de cada casa terá 35 m² de placas solares, com capacidade de produção de energia elétrica de 42,4 kWh/m² por ano, que abrange todas as necessidades energéticas das edificações, mais a alimentação da bomba de calor geotérmica. As varandas possuem um telhado verde que contribui para estabilizar o microclima externo junto com as estufas de plantas, incentivando o arrefecimento passivo.


DF e Itália firmam parceria para desenvolvimento de projeto sustentável




O governador do Distrito Federal em exercício, Tadeu Filippelli, assinou  um acordo de cooperação técnica com o governo da Itália para ampliar o uso de energia elétrica limpa e melhorar as condições gerais de água e saneamento. O ato fez parte do seminário Economia Verde e Rio +20, organizado pela Embaixada da Itália no Brasil.A assinatura marcou o início da segunda etapa do projeto Embaixada Verde, desenvolvido pela representação diplomática italiana desde o ano passado. Nesta fase, a parceria com a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) vai viabilizar melhorias na estação de tratamento de esgoto de São Sebastião e também o controle da qualidade da água que sai da Embaixada da Itália após passar por filtros no próprio local.Na primeira etapa, iniciada em 2011, um convênio entre a Companhia Energética de Brasília (CEB), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Itália já havia possibilitado a instalação de células fotovoltaicas (que captam energia solar e transformam em elétrica) no telhado da embaixada.
Para Filippelli, a ampliação do projeto já pode ser considerada um resultado prático da parceria. Além disso, o governador explica que o uso de painéis de energia solar já é uma realidade para o Governo do Distrito Federal. “Temos, por exemplo, o Estádio Nacional Mané Garrincha. O projeto já foi contratado prevendo a instalação dessas células de energia, dentro de um pensamento voltado para a sustentabilidade ambiental”, destacou.
Tanto para o representante da CEB quanto para o da Caesb a parceria tem importante papel para a sustentabilidade no DF. “O objetivo central desta cooperação é o desenvolvimento de forma sustentável, a partir do tratamento dos dejetos, que será feito de forma correta”, afirmou o presidente da Caesb, Célio Biavati.
O diretor da CEB Geração, Manoel Clementino de Barros Neto, ressaltou três pontos-chaves do acordo: “A inovação, a sustentabilidade e a parceria entre a distribuidora de energia e seus clientes”.
Ainda sobre a captação de energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) irá finalizar neste ano o processo de regulamentação das células fotovoltaicas, o que permitirá que esse tipo de equipamento seja instalado em prédios residenciais em todo o país. 
No acordo, o GDF é representado pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e pela Companhia Energética de Brasília (CEB). A Universidade de Brasília (UnB) também participa da cooperação.


REFERÊNCIAS

 http://Observatorio-das-desigualdades.cies.br

REFERÊNCIAS DE IMAGENS: